Ferrovia: Empresários querem C. Mourão incluído no roteiro da Norte-

A Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam) deu início a uma mobilização da classe empresarial local e regional, além de lideranças políticas e entidades da sociedade civil, para que o Município seja incluído no roteiro da ferrovia Norte Sul. Desde aos anos 70 do século passado é reivindicado o atendimento da região com transporte ferroviário e as abundantes safras agrícolas do Vale do Piquirivaí são a principal justificativa para o pleito junto às autoridades governamentais.

Recentemente o presidente da Ferroeste, Maurício Quirino, esteve em Campo Mourão, onde reuniu-se com diretores da Coamo Agroindustrial Cooperativa. Também manteve contato com outras lideranças. A Norte-Sul é a maior ferrovia do país, cortando boa parte do país. Atualmente está na divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo.

A Acicam já solicitou uma reunião com os deputados federais Zeca Dirceu e Osmar Serraglio para tratar da inclusão de Campo Mourão no projeto de expansão da ferrovia. O encontro poderá acontecer já na próxima semana. Também deverá ser organizado um fórum em Campo Mourão com a finalidade de discutir a importância do empreendimento para o desenvolvimento local e regional, beneficiando sobretudo o escoamento das safras agrícolas.

No encontro que uma caravana de mourãoenses terá com o governador Beto Richa na segunda-feira (2/4), em Curitiba, será solicitado o apoio do Governo do Estado ao pleito do Vale do Piquirivaí. A audiência será no Palácio Iguaçu e a ida da caravana está sendo organizada pela Acicam.

Traçado

O próprio presidente da Ferroeste chamou a atenção para a necessidade da mobilização da sociedade mourãoense em torno da mudança. Atualmente, o projeto prevê que a passagem da ferrovia por Maringá e Apucarana, não beneficiando o transporte da produção desta região. O barateamento do transporte é um dos benefícios apontados.

Parte do projeto da ferrovia Norte – Sul já está concluído, no trecho entre o Porto do Itaqui (em São Luiz – Maranhão) e Goiânia (Goiás). As obras estão concentradas atualmente entre Goiânia e o município de Estrela D´Oeste (São Paulo). A presidente Dilma Roussef afirmou recentemente que até o fim do seu mandato, em 2014, o projeto de viabilidade técnica, econômica e ambiental do restante do trecho que passa pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul deve ser apresentado.

Não há ainda uma definição final sobre o traçado no Paraná. A região de Maringá já conta com transporte ferroviário. Campo Mourão e Cascavel, que seriam beneficiados com a mudança no traçado, possuem uma produção elevada de grãos e de etanol. “É uma região que tem contribuído sobremaneira com o estado do Paraná e contribui muito com o Governo Federal. Porém quando se trata de infra-estrutura e logística nós estamos ficando em segundo plano”, diz.

“Na realidade nós estamos pedindo para que o trem passe onde tem carga e uma grande vantagem é a topografia deste terreno. É uma ferrovia que conseguiremos fazer com um custo bem mais baixo do que se passar pelo centro do estado do Paraná”, justifica o presidente da Ferroeste.

A ferrovia Norte-Sul faz parte do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Caso a região seja contemplada, o empreendimento poderá ser executado no prazo de quatro a cinco anos. Já a estimativa de gastos na implantação da ferrovia em Campo Mourão é de aproximadamente R$ 3,2 milhões por quilômetro. Em outras regiões, o valor se elevaria até R$ 5 milhões por quilômetro. Outra vantagem é que 248 quilômetros de ferrovias não necessitariam ser construídas, pois já existe e é administrada pela Ferroeste.

Maurício Quirino explica ainda que a passagem da ferrovia por esta região viabilizaria uma ligação com a ferrovia que liga Maracajú (Mato Grosso do Sul) ao Porto de Paranaguá.

Em 2011, o transporte rodoviário da tonelada de soja entre Cascavel e Guarapuava custava R$ 65, enquanto o frete pela ferrovia ficava em R$ 40. Uma diferença de R$ 25,00. Uma economia de cerca de R$ 1,50 para o produtor por saca.

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