A boa notícia dada na reunião da Associação Comercial e Industrial (Acicam), realizada na noite desta quarta-feira (21/11), foi de que a primeira nova seção do Instituto de Criminalística a ser implantada na região Noroeste do Estado será em Campo Mourão. Até o chefe da futura seção foi apresentado, mas já foi avisado que o recrutamento e treinamento do pessoal necessário somente deverá ser concluído no final de 2013 ou no início de 2014.
A má notícia comunicada no encontro foi de que existe um projeto em tramitação no Tribunal Regional Federal que exclui a instalação da segunda Vara da Justiça Federal em Campo Mourão. Foi divulgado ainda que o Município de Goioerê deixou de pertencer já há alguns meses a jurisdição da vara sediada na cidade, mudança que faria parte da estratégia para a não instalação da segunda vara da Justiça Federal em Campo Mourão, uma reivindicação que mobilizou a comunidade e que já era tida como certa.
A boa notícia foi dada pelo perito criminal Luiz Noboru Marakawa, do Instituto de Criminalística/Polícia Técnica, enquanto que a má notícia foi divulgada pelo presidente do Subseção da OAB, advogado Júlio Queiroga, que conclamou a sociedade a se mobilizar para evitar a perda da segunda Vara da Justiça Federal.
Reunião
O tema central da reunião mensal da Acicam, realizada em conjunto com o Conselho de Segurança (Conseg), era a segurança pública em Campo Mourão. Para o encontro foram convidados e compareceram o delegado titular da 16ª Subdivisão Policial, José Aparecido Jacovós; o comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar, major Wanderlei de Castro; e o comandante do Corpo de Bombeiros de Campo Mourão, capitão Leandro Calegari. A reunião foi coordenada pelos presidentes Marcelo Chirolo (da Acicam) e Benedito Lúcio de Souza (do Conseg).
Os representantes dos órgãos de segurança pública instalados em Campo Mourão negaram que a cidade esteja enfrentando uma onda de violência e expuseram números que apontam para uma redução no número de ocorrências policiais. Enfatizaram, porém que enfrentam dificuldades operacionais, principalmente em razão do pequeno efetivo a disposição. Chegaram a fazer uma comparação do quadro de pessoal que têm a disposição com o existente em outras cidades de igual ou até de menor porte, mas que tem mais investigadores, delegados e outros agentes.
Como origem principal dos problemas enfrentados na área da segurança foram apontadas as drogas e também a legislação vigente, com as autoridades policiais revelando que o mesmo infrator é preso diversas vezes ao longo do ano, mas é colocado em liberdade poucos dias depois pela Justiça, criando um sentimento de impunidade.
Mobilização
No encontro ficou definido que será desencadeada uma mobilização urgente para atuar junto aos órgãos competentes no sentido de se evitar que Campo Mourão venha a perder a segunda Vara da Justiça Federal. Também será desenvolvida uma ação junto as autoridades para demonstrar o tratamento desigual dado aos órgãos de segurança de Campo Mourão e cobrando mais investimento no setor, principalmente no que diz respeito a ampliação do quadro de pessoal a disposição da 16ª Subdivisão Policial, do 11ºBatalhão de Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.